segunda-feira , 20 novembro 2017

A crise é muito profunda. Só há um caminho, Diretas Já!

Por Felipe Cury*

A situação beira o insustentável, a instabilidade é geral, a política e os políticos estão totalmente desacreditados. A vulgaridade em que se tornou as relações entre o público e o privado, as transações espúrias dos empresários com grande parte dos políticos (que sempre existiu) tornaram-se claras para população que não passam de meras negociatas eleitorais com retornos financeiros para ambas as partes.
A solução era o impeachment de Dilma. Destruíram a imagem do Partido e tentam incansavelmente destruir o Lula.

Mais uma vez, o povo foi enganado. Colocaram no lugar uma corja de corruptos com apoio da elite econômica e com a tarefa de aprovar as piores reformas já vistas no Brasil nas últimas décadas. Reformas que parecem mais querer acabar com o trabalhador com a destruição de seus direitos.

Imaginava que o golpe duraria alguns anos, talvez até 10 anos de governos das elites e da plutocracia, dos conservadores da direita contra o povo. Mais, Temer, o capitão do golpe, e sua turma, é tão ruim, tão enlameados com a podridão da corrupção, que só durou 1 ano.
O país está agora numa crise ainda mais profunda e sem saída.

Pra mim, a única saída é o voto, a soberania popular.

Neste ambiente de incertezas, insensatez e de instabilidade surgem opções de saídas para crise de todos os gostos.
Eleições indiretas, defendem a elite política e econômica que hoje mandam no país. É o que diz a Constituição, esbravejam eles. Porém, para haver eleições indiretas ainda há a necessidade de lei complementar que ordene a forma como se daria está eleição. Sinceramente, este Congresso teria alguma moral ou credibilidade para eleger um presidente? Não tem.

Outra saída seria um acordo para eleições indiretas com a suspensão das reformas e garantia de um processo eleitoral normal em 2018. Opção levantada pelo governador do Maranhão, Flávio Dino em caso de não haver eleições diretas. Um equívoco político na minha opinião.

E a saída, mesmo difícil, mas também a única com legitimidade direta do povo, é Diretas Já! Para mim o único caminho. Nenhuma pessoa que se diz democrata pode defender algo contrário à decisão soberana do voto popular.
Porém, para consolidar está opção, dependemos exclusivamente da força e da mobilização popular! Só uma grande mobilização nacional garante eleições diretas.

Quem defende o contrário, que tenha a coragem de defender as reformas trabalhista e previdenciária que massacram o/a trabalhador/as, em campo aberto, numa eleição e no programa eleitoral pra ver se passa. Se depender de decisão do povo não passa.

Não há outra alternativa, não há outro caminho, só a soberania do voto popular salva o país do abismo sem fundo que esses que estão no poder jogaram nossa nação. Não pode haver dúvidas nem vacilações, o caminho é único: mobilização popular, Diretas já com eleições gerais, muda tudo.

Depois é uma grande reforma no sistema político com uma constituinte.

*Felipe Cury é dirigente petista,  graduado em Gestão Pública e membro do coletivo Podemos.