sábado , 20 janeiro 2018

Nota Secult PTPE: O que significa para Cultura, uma candidatura própria do Partido dos Trabalhadores em Pernambuco

Pleito estadual

Em 30/07/17, como também agora no último dia 20/12, o Diretório Estadual do Partido dos Trabalhadores de Pernambuco, acertadamente, reafirmou, por consenso, que para as eleições de 2018, a candidatura própria seria nossa opção. Acertadamente, pois existe uma necessidade premente por parte da maioria dos seus militantes, de retornar ao protagonismo político neste estado, já que por 12 anos governamos a sua capital, como também estivemos a frente do governo federal, por um período superior e implementamos políticas públicas de inclusão social que mudou a história do país. Temos projeto para todas as áreas de interesse da população, projeto este concretizado em políticas públicas inclusivas, que hoje estão sendo desmontadas pelos golpistas. Na Cultura, não é diferente.

Estamos atentos e denunciando manobras de retirada dos direitos culturais, como também ataques intolerantes que manifestações artísticas venham a sofrer. A censura e o patrulhamento ideológico que a Cultura vem sofrendo (exemplo maior foi o encerramento da exposição QueerMuseu, em Porto Alegre), sobre pensamento crítico que os/as fazedores da arte e cultura possuem (lembremos a perseguição a filósofa Judith Butler), são práticas fascistas que devemos combater a todo o momento e em todos os espaços que nos fazemos presentes.

Não podemos esperar de quem defendeu, conspirou e apoiou o Golpe ou de quem defendeu e votou nos retrocessos e nas retiradas de direito, a defesa de Lula e da democracia. Nossa principal missão em 2018 é impedir que o golpe continue, garantindo assim, o retorno à democracia,  defendendo a candidatura de Lula, elegendo-o para a retomada do projeto popular no Brasil.  A essa missão urgente e primeira,  soma-se outros fatores para uma candidatura própria do PT:

1) A que aponte a importância simbólica, econômica e social da Cultura, em nosso estado, reforçando a importância dos fazedores de cultura, sem distinção, seja um artista de renome ou um mestre de Mazurca da Zona da Mata;

2) Uma candidatura própria que saiba que antes de ser a “cereja” do bolo, a Cultura é o recheio da vida de milhares de pessoas que fazem os ciclos (Carnaval ,São João e Natal) brilharem, mas que a duras penas mantém tradições culturais negras, indígenas e populares;

3) Uma candidatura que olhe a Cultura como política pública transversal, que dialogue com outras áreas, pois por ser plural e diversa, possibilita o combate ao racismo;  ao machismo e sua terrível variação, o feminicídio;  a homofobia, o obscurantismo e o preconceito.

4) Que entenda a Cultura como vetor de desenvolvimento social e econômico. A candidatura própria do PT oportuniza o protagonismo no debate por inclusão e mudanças sociais e por estas razões, a Secult/PT-PE, se posiciona pela sua defesa.

SECULT/PT-PE