segunda-feira , 25 junho 2018

Pólos dos bairros

Secult PTPE: Nota contra o cancelamento de polinhos descentralizados do carnaval de Recife

O papel inclusivo da Cultura e sua relação com o Carnaval

 

Quando iniciamos a primeira gestão na Prefeitura do Recife, em 2001, introduzimos um conceito de Carnaval descentralizado. O carnaval, que tomava toda cidade, tinha ações da gestão nas comunidades, traduzidas em Pólos descentralizados e os de menor porte, os chamados Polinhos, para além do carnaval no Centro.

O início deu-se com poucos pólos, mas com o passar do tempo, percebeu-se que era uma experiência exitosa, e aos poucos esse número foi aumentando até chegarmos a 8 Pólos Descentralizados e 42 Polinhos Comunitários, espalhados por todas as microrregiões da cidade, em 2012.  Tudo isso com a total participação da população, desde a indicação dos locais para a instalação dos pólos, passando pela montagem das grades de apresentação artísticas, pela indicação das atrações, até a composição das equipes de coordenação e apoio.

Esse conceito se traduziu no aumento da autoestima da população; numa melhoria na segurança nos dias de celebração momesca; em trabalho e renda nas comunidades; enfim, em inclusão. Os moradores se reconheciam naquele bloco antigo da comunidade; naquele sambão da vizinhança; naquela La Ursa com a meninada em volta. Isto se chama sentimento de pertencimento, e isto fortalece o tecido social. A iniciativa da descentralização do carnaval através da instalação dos Pólos e Polinhos comunitários foi comprovadamente uma experiência de sucesso.

Porém a atual gestão municipal do PSB, em mais uma tentativa de desmontar o modelo inclusivo inaugurado por nós do PT, resolve, para o carnaval de 2018, cancelar os 42 Polinhos Comunitários. Esse cancelamento atinge em cheio os diversos artistas, grupos culturais e agremiações carnavalescas que se apresentavam nestes espaços: serão aproximadamente 500 apresentações a menos, ofertadas para a população e executadas pelos artistas da cultura popular.  Prejudicará também os comerciantes da área e toda cadeia produtiva envolvida na realização desses eventos. E atinge principalmente as comunidades que se envolviam na realização destes pólos.

A Cultura exerce um papel fundamental na sociedade: o da inclusão. Retirando esse papel, reforça-se o elitismo dos ‘Caldeirões’ da vida.

Pela volta dos Polinhos!! Pelo fortalecimento da Cultura Popular!! Por um Carnaval Multicultural e Descentralizado!!

Secretaria de Cultura do PT Pernambuco
14 de dezembro de 2017